Antotipia

Dentre os diversos vegetais testados de nossa flora o agrião mostrou-se o mais fotosensível

nesta oficina em Juazeiro do Norte na URCA foram feitos fotogramas com exposição de 30 minutos a duas horas no sol. à esquerda, de pé a prof. Ruth Moreira Souza Regiani, e à direita o monitor, Luan, cujo TCC tratou de antotipia, texto no site

A antotipia é um processo histórico pesquisado no início da fotografia, consiste no uso de sucos de plantas para impressão de imagens à partir de negativos ou fotogramas.

É um processo de baixissima sensibilidade, talvez o menos sensivel de todos, exigindo por vezes vários dias ou até semanas de exposição à luz, de preferência sol forte.

Dentre as pesquisas realizadas os melhores resultados entre nossa flora foi com o uso do agrião,  que deu resultados com exposições à partir de meia hora, os melhores resultados, à partir de duas horas de sol forte, de verão.

Espreme-se a folhas, ou flores num pilão ou multiprocessadora, quase sem diluição, recomendo algumas gotas apenas de álcool.

Coar e passar sobre o papel com pincel, pode-se aplicar mais de uma camada.

Após seco, expor ao sol em prensa bem firme, pois pode ser necessário deslocar o conjunto se for expor por mais de um dia.

A área que recebe a luz clareia, com os pigmentos degradados pela ação da luz UV presente no sol, a área protegida permanece da cor do pigmento, verde ou da cor que for, caso use flores.

Após  a exposição pode-se proteger o papel exposto com verniz, para melhorar a permanência da imagem.

Guarde em local protegido, pois se ficar exposto à luz a tendência é que a imagem vá desaparecendo com o tempo.

Como escrevi acima, conforme a planta usada a imagem pode demorar vários dias para ficar bem visível ….

IMPRESSÃO SOBRE FOLHAS

trabalho de Binh Danh, fotógrafo vietnamita

http://binhdanh.com/Projects/Immortality/Immortality.html

Você pode imprimir as imagens sobre folhas grandes de plantas. Para isto é melhor o negativo seja bem contrastado, se possível com um preto chapado como se consegue em um fotolito sem retícula, com a imagem em alto contraste.

As folhas devem ser relativamente grandes e lisas para receber a imagem através de um contato homogêneo, bem prensado.

Após a exposição, lavar a folha em álcool absoluto.
(TEM QUE SER ÁLCOOL ABSOLUTO, PURO, SEM ÁGUA)
Durante a exposição, a parte que recebeu a luz solar, tem a clorofila transformada em amido, pela fotosíntese.

Após a exposição a imagem fica, como no papel, em um tom de verde mais escuro, na área protegida, e num tom claro, na área que sofreu a degradação pela luz.

Na lavagem com álcool absoluto, êste dilui a clorofila, que é solúvel em álcool, mas o amido, que é solúvel apenas em água, permanece nas células da folha.
Retirada a clorofila a imagem quase desaparece da folha que fica toda num tom amarelo claro, a depender da espécie.

Para escurecer a área clara, transformada em amido pela ação da luz, usamos um banho de iodo diluído em água, cuja ação torna o amido marrom, ou outra cor mais escura, a depender da planta.

É conveniente proteger o material com verniz.

TCC do Karol Luan Oliveira, aluno da URCA- Universidade Regional do Cariri, tema escolhido após uma oficina lá realizada. (fotos na galeria)

http://www.foto.art.br/uploads/tcc-luan.pdf

em_construcao_22….conteúdo em construção…..